FAQs

De um modo geral, este tratamento é indicado em três situações:

  • Quando a polpa dentária apresentar uma inflamação irreversível, com dor espontânea (pulpite);
  • Quando a polpa perde a vitalidade (polpa necrosada) e compromete a estrutura que envolve a raiz, provocando inflamação no ligamento periodontal e do osso de modo assintomático (quistos) ou com dor (abcessos);
  • Quando o dente se torna necessário como suporte para uma prótese fixa. Nestas situações, torna-se necessário fazer o desgaste do dente para a colocação de coroas.

O cuidado principal a ter é restaurar o dente o mais rapidamente possível para evitar a fratura da coroa e a contaminação do canal por microrganismos da saliva.

Outro cuidado a ter em conta é fazer o controlo clínico-radiográfico 6 meses após
tratamento e até ao desaparecimento da lesão.

O Implante dentário é um parafuso de titânio que substitui a raiz de um dente ausente, e que vai suportar uma coroa que é colocada sobre ele.

As contra-indicações para este tratamento são raras e muitas vezes temporárias (ex. diabetes não controlada, tratamento oncológico recente, etc). De uma maneira geral se não houver um quadro clínico complicado, a colocação de Implantes não levanta qualquer problema.

O Implante dentário é de todos os tratamentos o que mais se assemelha aos nossos dentes originais. Assim, existem vantagens óbvias a nível estético, de conforto, fonético e de durabilidade. A colocação precoce do Implante, isto é, pouco após a extração do dente, traz ainda a vantagem de prevenir a reabsorção do osso maxilar e assim evitar o aparecimento de sinais externos de envelhecimento como rugas e perda da dimensão da boca.

A duração de um tratamento depende de especificações técnicas deste (por exemplo, quantos Implantes a serem efetuados, ausência de osso ou de gengiva, etc) e da forma como o próprio decorre. De uma maneira geral, um Implante simples inicia-se pela colocação deste e 3 meses depois pode-se já ter a coroa. Durante esses 3 meses e para que o Paciente não fique desdentado pode-se fazer uma Prótese provisória removível ou dentes provisórios imediatos sobre os Implantes chamados cargas imediatas ou mais comumente os dentes na hora, os quais acarretam alguns riscos. O Paciente também pode optar por ficar sem dente durante esse período.

Os Implantes têm diversas indicações que passam pela reabilitação de um dente, vários dentes ou mesmo de todos os dentes.

Aliás, esta última é uma das situações mais vantajosas e mais procurada da implantologia oral. Os Implantes permitem colocar todos os dentes fixos mas também ajudar na retenção de Próteses removíveis em Pacientes que, por terem pouca massa óssea, não consigam reter Próteses convencionais.

Ao contrário de alguns receios da população em geral, este é um tratamento relativamente simples e totalmente indolor, uma vez que é feito com anestesia local.

Os preços dos tratamentos devem-se aos custos e qualidade do material usado, ao número de consultas necessárias e à formação constante que os Médicos Implantologistas têm que fazer.

Os custos também podem variar de acordo com alguns requisitos para atingir a excelência do resultado, como por exemplo, criar gengiva, acrescentar osso, utilizar algum componente especial, etc.

Assim os preços podem variar ligeiramente mas é por norma um tratamento um pouco mais dispendioso que a maioria dos tratamentos orais.

Os resultados atuais são realmente fantásticos e atingem valores superiores a 98% de taxa de sucesso, desde que realizados por profissionais experientes e devidamente formados.

A duração prevista para um Implante, desde que a sua manutenção seja bem feita, é muito grande, podendo chegar a mais de 25 anos.

Por vezes as coroas ou Próteses poderão ter de ser substituídas pois, tal como os nossos dentes, vão sofrendo desgaste.

Os desenvolvimentos recentes na implantologia são tão grandes que se pode dizer que quase todos os casos podem ser reabilitados.

Quando existem reabsorções consideráveis do osso temos tanto a opção de acrescentar volume ósseo para poder colocar Implante, como de usar Implantes diferentes que não necessitam de enxertos ósseos chamados de Implantes zigomáticos.

Apesar de serem materiais artificiais e por isso não terem cáries, os Implantes necessitam de uma manutenção com uma boa higiene oral para manter a gengiva à sua volta saudável. Esta não deve ser diferente da que já usualmente fazemos com os nossos dentes com a escovagem, uso de fio dentário ou escovilhão e utilização de colutórios. Também se deve fazer uma revisão semestral no Médico Dentista, para que seja feita uma limpeza mais pormenorizada.

Além da vantagem em termos de conforto por ser um tratamento que permite quase replicar uma peça dentária original, traduz-se na restituição da confiança e qualidade de vida.

Lembro-me sempre dos relatos de Pacientes que referem que as suas Próteses caiem nas situações mais inconvenientes ou dos que têm de pensar no lado bom para a fotografia pois no outro faltam-lhe dentes.

Existe ainda a vantagem funcional de uma mastigação mais eficaz, com uma higiene mais facilitada.

Existe um fenómeno que ocorre principalmente de noite em que o paciente aperta os dentes de uma forma inconsciente. Esta situação pode provocar desgastes dos dentes na vertical e na largura, alterações na ATM e dores nos maxilares, podendo mesmo levar à hipertrofia muscular.

Também existem problemas de postura e no equilíbrio do doente.

Nestes casos, são utilizadas goteiras para a diminuição ou até mesmo o desaparecimento destes sintomas.

Sim. Existem dispositivos utilizados com maior frequência no boxe, no rugby e no futebol.

A American Academy for Pediatric Dentistry recomenda que a primeira visita ao Médico Dentista Pediatra seja feita no primeiro ano de vida para prevenir o aparecimento de cárie dentária.

A criança com essa idade tem ainda dentes de leite, que irão ser substituídos, mas que também podem ter cárie, doer e até provocar infeções se não forem devidamente cuidados.
A visita da criança ao Médico Dentista deve ocorrer de 6 em 6 meses e em situações de elevado risco de cárie as visitas devem ser de 3 em 3 meses, de forma a se evitarem muitos problemas futuros.

Em média, a erupção da primeira dentição tem início entre os 6 e os 8 meses de idade.

A primeira dentição é constituída por 20 dentes, os denominados “dentes de leite”, cujo rompimento ocorre de forma progressiva.

Normalmente a partir dos 6 anos de idade, no entanto existe uma grande variabilidade em relação ao momento de erupção dos diferentes dentes.

Esta segunda dentição é constituída por 32 dentes, caso apareçam os “dentes do siso”, nunca antes dos 15 anos, podendo levar mais 10 anos ou nunca chegarem a aparecer

Durante o aparecimento da primeira dentição as crianças salivam bastante ou roem todos os objetos duros que lhe sejam dados, as gengivas apresentam-se vermelhas, inchadas e dolorosas.

Para acalmar esta situação pode-se passar pela gengiva uma gaze molhada em água fria, um gel de dentição ou adquirir no mercado, brinquedos de dentição que devem dar-se frios.

A sucção é um ato instintivo na criança e chuchar é um comportamento que oferece conforto e segurança à criança, devendo ser encarado como fazendo parte do seu desenvolvimento natural. Mas os hábitos de sucção (chupeta ou biberão) devem ser abandonados até cerca dos 3 anos de idade, atendendo à possibilidade de autocorreção de desarmonias no desenvolvimento das arcadas dentárias.

O período entre os 9 e os 12 meses de idade é aconselhado para deixar de usar o biberão. A mudança para um copo também é preferível para a saúde dentária do bebé, tendo em conta que a sucção prolongada de líquidos com açúcar (incluindo sumos e leite) aumenta o risco de cáries.

A higiene oral começa logo após a erupção do primeiro dente do bebé e deve-se promover a sua higiene com uma gaze, dedeira ou escova macia, pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar.

A alteração da cor poderá ter várias causas. Assim, para além das lesões de cárie, também há situações traumáticas, perturbações na formação do esmalte e dentina, higiene oral deficiente ou pigmentação extrínseca de origem bacteriana ou alimentar, que por exemplo, podem conduzir a este tipo de situação.

O fio dentário remove restos alimentares e placa bacteriana entre os dentes, onde a escova não consegue chegar. As crianças devem começar a usar o fio dentário aos 4 anos.

Quando tiverem 8 anos, a maioria das crianças já conseguem usar o fio dentário sozinhas.

A dose de flúor utilizado nas crianças varia consoante a idade.

O selante é uma resina fluida, uma espécie de “verniz”, que se aplica na superfície fissurada de dentes saudáveis, como medida de prevenção ao aparecimento de lesões de cárie dentária. Pode ser aplicado a partir dos 4 anos. Este selamento serve para impedir que bactérias e resíduos alimentares penetrem nos sulcos e fissuras, tornando-os impermeáveis, mais lisos e fáceis de limpar. Esta é uma excelente medida de prevenção, mas deverá estar sempre aliada a outras medidas como boa higiene, uso de flúor, controle da alimentação e visitas regulares ao Médico Dentista.

Normalmente essas ocorrências, acontecem em ambiente escolar, devem ser recolhidos todos os fragmentos dentários e serem colocados de preferência em soro fisiológico ou leite simples. Deverá dirigir-se o mais rápido possível, no próprio dia ao seu médico dentista. O mesmo acontece quando existe avulsão do dente, este termo significa a saída total do dente. Neste caso deve proceder da mesma forma e o profissional tratará de colocar o dente no seu alvéolo.

Todas as crianças devem ter a sua primeira consulta de Ortodontia, com o seu Médico Dentista, por volta dos 5-6 anos de idade, após o nascimento dos primeiros dentes definitivos, para avaliação das necessidades de tratamento.

A correção da posição de dentes e/ou maxilares pode alterar o aspeto facial conferindo-lhe contornos e proporções mais harmoniosas e agradáveis, melhorando o aspeto, a expressão oral e a autoestima do Paciente.

Os dentes apinhados são mais difíceis de limpar, estando por isso, mais sujeitos a cáries e a problemas de gengivas ao longo da vida. Os dentes salientes estão mais sujeitos a fraturas.

O correto alinhamento dos dentes, torna possível uma melhor higiene dentária e diminuição do risco de cáries e problemas nas gengivas. Permite uma boa função mastigatória, muscular e da articulação dos maxilares da face e do sorriso com benefício em termos de saúde e bem-estar geral.

Existem várias causas para os problemas Ortodônticos. Os problemas mais comuns são:

Apinhamento (falta de espaço)
Um dos problemas mais comuns é a falta de espaço que pode aparecer isolada ou associada a outros problemas.

Mordida cruzada lateral
Quando os dentes de cima estão por dentro dos dentes de baixo.

Retrognatismo
Quando os dentes superiores se encontram salientes ou quando o queixo está recuado em relação à cara.

Prognatismo
Quando os dentes inferiores se encontram adiante dos dentes superiores.

Mordida aberta
É a inoclusão dos dentes anteriores, normalmente causada por hábitos de sucção do dedo ou da língua ou o uso da chupetas até idades tardias.

A colocação do aparelho fixo não provoca dor, porque o aparelho é ajustado aos dentes.
Na primeira semana pode provocar algum desconforto, que depois desaparece.

Em média 24 meses, podendo no entanto variar em função do tipo de deformação existente e da dificuldade do tratamento a efetuar. Podendo ser inferior dependendo da técnica utilizada.

Atualmente, existe uma grande variedade de aparelhos fixos e removíveis, especialmente concebidos para movimentar os dentes e os próprios maxilares para as posições desejadas, através de forças suaves exercidas, levando-os a moverem-se para o sítio desejado.

É necessário escovar os dentes cuidadosamente pelo menos duas vezes por dia, bocheche a boca com água após as refeições e antes de se deitar bocheche durante um minuto com um elixir fluoretado.
Em relação à alimentação, alimente-se de uma forma correta durante o tratamento, evitando alimentos muito duros ou pegajosos.

É uma infeção bacteriana crónica que afeta o periodonto, que é o conjunto dos tecidos que envolvem e suportam os dentes e incluem: gengiva, osso e ligamento periodontal.

As doenças Periodontais dividem-se em dois grandes grupos:

Gengivite – é uma inflamação apenas da gengiva. Trata-se duma situação reversível, pouco desconfortável e frequentemente causada por higiene oral incorreta.

Periodontite – todos os tecidos periodontais são afetados, com destruição irreversível do osso e dos ligamentos que suportam os dentes. Não provoca dores mesmo nos casos mais avançados e não sendo tratada atempadamente pode levar à perda dos dentes.
A Periodontite ou “piorreia” é a principal causa de perda de dentes nos adultos.

As causas mais frequentes são bactérias. Na boca existem mais de 300 espécies de bactérias, mas só algumas destas podem provocar as doenças periodontais. As bactérias que vivem na boca acumulam-se na superfície dos dentes e no sulco gengival contribuindo para a formação da denominada placa bacteriana.

Hoje em dia é possível a realização de testes genéticos que nos permitem saber a predisposição à Periodontite.

São próteses removíveis feitas de forma personalizada com um material termo-injetado semirrígido, denominado Poliamida de Alto Impacto. Estas próteses oferecem soluções protéticas de excelentes caraterísticas estéticas e funcionais devido às qualidades físico-químicas do seu material.
Este tipo de prótese é indicado para pessoas que não se adaptam às próteses rígidas de acrílico convencionais.

– Pacientes com necessidade de reabilitação parcial, unilateral e bilateral;
– Pacientes idosos;
– Sobre implantes aguardando a prótese definitiva.

As próteses flexíveis apresentam variadas vantagens, tais como:
– Elevado conforto na sua utilização;
– Desgaste da prótese menos acentuado;
– Menor possibilidade de fratura da prótese;
– Menor ocorrência de ferimentos ou dores, decorrentes da utilização da prótese;
– Menor irritação gengival;
– Eficácia mastigatória mais elevada, quando comparada com próteses convencionais.